DIGGO fala sobre carreira, sucesso, parcerias e a nova fase como intérprete.

DIGGO fala sobre carreira, sucesso, parcerias e a nova fase como intérprete.

Por: Portal Sintoniza

Em um bate-papo com o Portal Sintoniza, o cantor e compositor baiano Diggo falou sobre carreira, sucesso, parcerias e os novos caminhos que vem trilhando como intérprete.

Vivendo uma fase de ascensão na carreira, o artista lançou recentemente o projeto “DIGGO: A CARA DO BRASIL”, que reforça um talento que já esteve por trás de trabalhos de nomes como João Gomes, Anitta, Léo Santana, Luísa Sonza e Mumuzinho.

Natural de Salvador (BA) e criado no bairro do Cabula, Diggo começou sua trajetória como vocalista do grupo de samba local Demorô. Ao longo da carreira, transitou pelo pagotrap e por diferentes gêneros musicais até encontrar no pagode uma nova forma de se conectar com o público.

Como compositor, é responsável por sucessos como “Dengo”, de João Gomes, “Contatinho”, de Anitta e Léo Santana, e “Shot 43”, de Mumuzinho, entre outros trabalhos que transitam pelo axé, pop e pagode.

Em janeiro de 2026, às vésperas do Carnaval, Diggo se uniu a Léo Santana em “Hipnotiza”, faixa que ganhou força durante a folia de Salvador e já ultrapassa 16 milhões de visualizações no YouTube.

Em maio, lançou o audiovisual “DIGGO: A CARA DO BRASIL”, gravado em Salvador, com participações de Léo Santana e do grupo Som de Faculdade. O projeto reúne clássicos do pagode e apresenta também “UAU”, faixa inédita e seu single mais recente.

Agora, com novos projetos, parceria de gestão com o Grupo Onda e o Menos é Mais e uma apresentação internacional sendo preparada em Angola, Diggo se prepara para uma nova etapa da carreira.

Confira a entrevista:

1. Você já esteve por trás de grandes sucessos de artistas como João Gomes, Anitta, Léo Santana, Luísa Sonza e Mumuzinho. Em que momento percebeu que era hora de deixar um pouco os bastidores e assumir também o protagonismo como intérprete?

Diggo: Logo que comecei a compor, também comecei a cantar. Só que meu lado compositor sempre foi mais forte que o cantor, porque as coisas aconteceram muito rápido como compositor.

Depois de ter algumas músicas conhecidas regionalmente, conheci Denobre, que já me colocou nesse universo de fazer músicas comerciais. Do nada, eu já tinha uma música com Léo e segui em parceria com Léo Santana, evidenciando muito mais o lado compositor.

Enquanto isso, eu participava de algumas bandas menores e foi quando entrei em uma banda de pagode chamada Demorô. Foi ali que comecei a me conectar com meu lado cantor e a querer fazer aquilo de verdade.

Dentro da banda comecei a ganhar experiência e maturidade de palco. Depois fui cantar pagotrap, conheci outras pessoas e comecei a gostar mais de pop. Então, o lado cantor sempre foi um processo de experiências.

Enquanto compositor, eu era muito versátil. Eu não sabia exatamente o que queria cantar, então sempre cantei de tudo: samba, arrocha, trap, brega… Tanto que meu som antes do “PagoDiggo” sempre foi misturado.

2. “Hipnotiza”, parceria com Léo Santana, ganhou grande força durante o Carnaval de Salvador e já ultrapassa 16 milhões de visualizações no YouTube. O que essa música representa para essa nova fase da sua carreira?

Diggo: Como ela representa o começo de tudo meu no pagode, acho que ela me dá aquele gostinho de tempo, de ter tempo para tudo.

Eu gravei “Hipnotiza” em 2017 e ela veio acontecer agora. Então, além desse sentimento, é uma música que me levou para um outro lugar e que teve Léo Santana como participação.

Isso levou o nosso nome para um outro lugar e fez a gente pular várias etapas. Milhões de visualizações em várias plataformas e um ano de carreira só… É incrível.

3. O “DIGGO: A CARA DO BRASIL” reúne clássicos do pagode, participações especiais e a faixa inédita “UAU”. Como você buscou equilibrar suas referências no pagode com uma identidade própria como cantor?

Diggo: Quando a gente olha para Salvador, para a Bahia, a gente vê mistura, vê tudo, vê diversidade. E eu acho que trago isso para a minha música e para a minha vida.

Se abrir a minha plataforma digital, ela é bastante eclética, e a galera consegue aceitar muito bem. Isso é o mais gostoso. Mesmo que seja um pagode, ali dentro tem várias coisas: tem R&B, tem pop, tem samba e tem o novo.

Então, “A CARA DO BRASIL” tem isso. Eu canto músicas ali que me remetem ao meu passado, assim como músicas que contam histórias de pessoas do Brasil e do mundo inteiro. Histórias que contam o começo, a paciência, a verdade e que você tem que acreditar que vai dar tudo certo.

Acho que hoje a minha música se define em uma palavra: diversidade.

4. Você nasceu e cresceu no Cabula, em Salvador, e a Bahia aparece fortemente na sua música e nos seus projetos. De que maneira a cultura e a identidade baiana influenciam o artista que você é hoje?

Diggo: Um ser diferente, a diversidade, a mistura de ritmos, a mistura de sons.

Muita gente saiu daqui de Salvador, muita gente vem para cá beber da nossa música também, e a gente traz muito isso da África.

5. O PagoDiggo começou de forma intimista, para cerca de 200 pessoas, e agora caminha para uma edição com expectativa de 4 mil pessoas no Candyall. Você imaginava que o projeto cresceria tão rápido e o que o público pode esperar das próximas edições?

Diggo: Não imaginava! Até porque o projeto PagoDiggo era para uma realização pessoal, já que eu iria parar de cantar. Eu cantava outro gênero e não queria mais continuar fazendo investimentos sozinho.

Eu acreditava muito na minha carreira e já vendia para muitas pessoas, mas ninguém acreditava no que eu fazia antes.

Então, quando gravei o “PagoDiggo” para realização pessoal, no primeiro dia a gente vendeu 80 ingressos. No segundo, 50, sendo que o evento era para 250 pessoas. A gente vendeu ingressos de até R$ 200.

Já no segundo evento, que fizemos um mês depois, vendemos 600 ingressos e foi um evento para 800, 900 pessoas.

Isso foi o que me fez acreditar no que a gente faz hoje e no próprio “PagoDiggo”. Mas eu não imaginava que seria tudo isso.

E hoje a gente chega ao Candyall com 4 mil pessoas. Agora, sim, vamos rodar com o projeto pelo Nordeste e, em breve, pelo Sul.

6. Agora, com a parceria de gestão com o Grupo Onda e o Menos é Mais e uma apresentação sendo preparada em Angola, quais são os principais objetivos e sonhos do Diggo para essa nova etapa da carreira?

Diggo: Primeiro, eu preciso ir para Angola para me reconectar. A escolha do primeiro show internacional ser lá é por conta disso.

É para eu me entender até espiritualmente. Eu sinto algo que vou voltar de lá diferente. E depois dessa viagem os objetivos mudam para melhor e para maior.

Acho que os próximos passos vão ser incríveis, mas eu preciso ir para lá primeiro para entender isso.

Os nossos planejamentos são um DVD de carreira, que iremos gravar, trazendo o começo de tudo, do PagoDiggo. Mesmo sendo muito recente, tem um começo e a gente precisa falar dele.

A gente vai trazer muita verdade, contar mais a história e trazer mais Salvador para esse lugar.

Foto: Divulgação.

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