Nova fase do Medulla nasce da mesma pergunta que move seu novo single: quem ainda é o mesmo?

Nova fase do Medulla nasce da mesma pergunta que move seu novo single: quem ainda é o mesmo?

Em meio aos ventos invisíveis que anunciam mudanças, o duo Medulla transforma incertezas em poesia com o lançamento de “Um Móbile no Furacão”, novo single que chega às plataformas nesta quinta-feira (23). A faixa traduz o sentimento de uma geração em constante movimento, onde antigas versões de si mesmo dão lugar a novas descobertas.

Produzida por Los Brasileros e Medulla, a música nasce como um convite à reflexão sobre os momentos em que já não cabemos nas próprias escolhas, rotinas ou identidades. Com versos que questionam “Você diz que não me reconhece, que não sou o mesmo de ontem…”, a canção revela a busca por uma transformação profunda.

Composta por Paulinho Moska, “Um Móbile no Furacão” carrega uma ligação afetiva de longa data com o Medulla e reafirma as referências musicais que moldaram a essência do grupo. A faixa reverencia uma geração formada por nomes como Moska, Carlinhos Brown, Lula Queiroga, Lenine e Marisa Monte, artistas que aproximaram o orgânico do eletrônico, o ancestral do universal.

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O lançamento ganha também um videoclipe dirigido pelo próprio Medulla em parceria com o diretor de fotografia Léo Silva. Inspirado no conceito “uma câmera na mão, uma ideia na cabeça”, em referência ao cinema de Glauber Rocha, o filme transforma cenas do cotidiano em uma experiência visual marcada pela linguagem cinematográfica.

Gravado no metrô, o clipe apresenta uma metáfora sobre os conflitos internos e a relação com os próprios pensamentos. Os integrantes representam a mesma pessoa dividida em dois corpos, criando um diálogo visual entre diferentes versões de um mesmo indivíduo. Em “Um Móbile no Furacão”, o Medulla traduz o caos da mudança em arte, movimento e novas possibilidades.

Álbum de inéditas a caminho marca nova fase criativa do duo

Dentro das próximas semanas, o novo álbum do Medulla marcará a volta da dupla em um momento de afirmação criativa. Fiel à natureza dos irmãos, o disco transita entre jazz, brasilidades e experimentação, com uma linguagem alternativa, profunda e instigante. As oito faixas apresentam composições originais e autênticas, e com participações especiais de peso que serão anunciadas em breve e que expandem o universo do projeto.

O álbum foi produzido ao longo de dois anos, enquanto os gêmeos conciliavam os horários de direção criativa com os estúdios da Head Media. Foi um período de muita experimentação, usando artifícios de beatbox, efeitos de voz e sons do corpo para a construção dos beats e arranjos. Os gêmeos mergulharam na realidade que viviam e em sua memória afetiva.

Produzido pelos Los Brasileros em parceria com o duo e mixado por Marcelinho Ferraz e Daniel Pampuri — premiados com Grammy por trabalhos ao lado de artistas como Karol G e Beyoncé — o álbum chega cercado de expectativa. Após o reencontro com o público nos principais festivais recentes, o Medulla retorna impulsionado por uma comunidade que cresceu de forma consistente mesmo durante a pausa e aguardava um novo disco como um marco natural de sua trajetória.

SOBRE MEDULLA

O duo Medulla é formado pelos gêmeos Keops & Raony. Nascidos em Pernambuco e criados entre Recife, Rio de Janeiro e São Paulo, os irmãos trazem em suas músicas uma mistura autêntica de suas identidades retirantes, refletindo a rica diversidade e brasilidade que permeia sua arte.

Em quase 20 anos de carreira, o Medulla construiu uma base de fãs leal e apaixonada, conhecida como “O Movimento”. A dupla soma milhões de plays e views nas plataformas de streaming, tendo se apresentado nos festivais mais importantes do Brasil, como Lollapalooza e Primavera Sound, além de realizar turnês pela Europa.

Essa conexão profunda com seus seguidores é um reflexo da sinceridade e da paixão que Keops e Raony colocam em cada performance.

Fotos: @leosilvadop

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