Marina Sena apresenta Fenômeno Natural, show inédito no Rock in Rio 2026.
Ao longo do último ano, Marina Sena percorreu os quatro cantos do Brasil e palcos fora do país com a turnê Coisas Naturais. Agora, o Rock in Rio 2026 ganha um espetáculo inédito, intitulado Fenômeno Natural, construído especialmente para esta noite. Mais do que ampliar, a artista leva ao festival uma nova leitura da obra que vem apresentando ao público, incorporando referências de sua origem norte-mineira, elementos da cultura popular, arte, moda e diferentes linguagens em que o corpo é o meio de comunicação.
A grandiosidade da apresentação não está necessariamente no tamanho de sua estrutura, mas na força do acontecimento. Em um festival conhecido por grandes produções, Marina propõe um espetáculo em que a identidade da artista ocupa o centro da cena. Música, performance e narrativa conduzem a experiência, em uma construção que privilegia a matéria e a essência de seu trabalho, sem recorrer a rebuscamentos.
A cultura e as referências do Norte de Minas permeiam toda a narrativa do espetáculo. A presença dos Catopês e de símbolos ligados às tradicionais festas de agosto da região se conectam à trajetória da artista e ganham novas interpretações dentro do espetáculo. Entre os elementos visuais está um “monstro” desenhado pelo artista norte-mineiro Davi de Jesus do Nascimento, enquanto as máscaras utilizadas pelo elenco são inspiradas nos ternos das Marujadas e foram desenvolvidas pelo artista Cleiton Cruz.
A cenografia também parte da ideia de matéria e transformação, criando um ambiente em que os elementos visuais não aparecem apenas como decoração, mas como extensões das músicas e da performance. No palco, diferentes referências de movimento, como tribal fusion, frevo, caboclinho e footwork, se encontram em uma coreografia que amplia fisicamente as sensações presentes no repertório de Coisas Naturais. A direção geral é assinada por Fernanda Fiuza, Vito Soares e Marcelo Jarosz, com direção criativa de Vito Soares e Marcelo Jarosz e direção de movimento e cena de Fernanda Fiuza.
O espetáculo ganha ainda uma camada audiovisual construída a partir de câmeras cênicas, operadas à mão e em movimento, que dialogam diretamente com o que acontece em palco. O telão não funciona apenas como uma extensão da cena, mas cria novos enquadramentos e pontos de vista, aproximando o público de detalhes que poderiam passar despercebidos. Em diferentes momentos, a interação entre câmera, palco e imagem transforma o recurso audiovisual em parte da própria dramaturgia do show.
A moda é outro eixo fundamental da apresentação e investiga o corpo como arquivo de memória cultural, a partir de referências indígenas, africanas e europeias que atravessam a formação brasileira. Os figurinos, inspirados no Norte de Minas, no Rio São Francisco e no Sul da Bahia, combinam materiais naturais, elementos orgânicos e referências religiosas, folclóricas e cerimoniais. Como uma colagem de memórias, essas influências se sobrepõem e se transformam, criando um corpo híbrido que transita entre o sagrado e o mundano, o íntimo e o espetacular. O styling de Marina Sena é assinado por Leandro Porto, com look de Serena Coelho.

A apresentação é dividida em três atos e musicalmente revisita diferentes momentos da carreira de Marina, combinando composições próprias e arranjos inéditos. O primeiro momento estabelece a conexão com suas origens e com a identidade de Coisas Naturais. Na sequência, Marina divide o palco com Céu, em um dos encontros centrais da apresentação. O terceiro ato é o momento de explosão do show. Marina Sena conduz a apresentação ao ápice, em uma sequência marcada por intensidade, movimento e catarse coletiva. A direção musical é de Janluska e Gabriel Duarte, enquanto a direção de produção é assinada por Jojo Ziller.
No Rock in Rio 2026, Coisas Naturais ganha, assim, uma nova passagem de sua história, uma celebração da música, da identidade e das muitas matérias que formam Marina Sena.
Fotos: Fernando Tomaz.
