Maria Maud lança o álbum “Minha Confusão” com dez faixas autorais e releituras de Marina Lima e Cazuza.
Alguns artistas escrevem canções para encontrar respostas e preencher lacunas. Maria Maud escolheu outro caminho: transformou as perguntas em matéria-prima. Afinal, a música não é apenas entretenimento, mas um espaço de construção de identidade. O resultado desse processo criativo chega ao público no próximo dia 3 de setembro, com o lançamento de “Minha Confusão”, segundo álbum da cantora e compositora. O trabalho marca um novo capítulo na carreira da cantora e compositora, unindo vulnerabilidade, força e sofisticação em um repertório que transita entre o indie pop, o rock alternativo e a MPB contemporânea.
Construído ao longo de um ano e meio de intensa imersão criativa, o disco apresenta uma artista mais madura, mais autoral e disposta a assumir os próprios sentimentos como elemento central de sua narrativa. A produção é assinada por Jadeco, Pedro Malcher, Rafael Casqueira, Teago Oliveira e Ariel Donato, construindo uma sonoridade que combina guitarras, texturas orgânicas, elementos acústicos e uma estética contemporânea, delicada e cinematográfica.

“Passei muito tempo tentando organizar essas confusões. Em algum momento, entendi que elas não precisavam ser resolvidas, apenas vividas. Esse álbum nasceu quando parei de procurar respostas e comecei a transformar perguntas em música”, explica a artista.
“Doce Sujo e Tropical” é a música de trabalho escolhida para este novo álbum. Composta pela artista, a faixa trata de uma paixão intensa e de um desejo carnal. Com batidas marcantes e sons de guitarra, a canção tem uma sonoridade que promete embalar e convidar os ouvintes para a pista. A música fala de uma vontade insaciável entre os versos: “Amor, vontade do teu beijo que transforma meu desejo/doce, sujo & tropical/colada na tua pele quente. E quero mais um / quero mais um/ e quero mais”.

As composições autorais funcionam como o eixo central do projeto e revelam uma escrita profundamente confessional. Cada faixa amplia a percepção sobre temas como amadurecimento, memória, desejo, fragilidade e transformação, compondo um retrato íntimo e, ao mesmo tempo, universal.
O repertório também estabelece um diálogo com importantes referências da música brasileira por meio de duas releituras: “Acontecimentos”, de Marina Lima, e “Down em Mim”, de Cazuza. Mais do que homenagens, as canções foram incorporadas à narrativa do álbum como pontes entre diferentes gerações e sensibilidades, reforçando a permanência de sentimentos que atravessam o tempo.
Mas “Minha Confusão” vai além da música. O álbum foi concebido como um projeto artístico multidisciplinar, em que o universo visual, o audiovisual e a estratégia de comunicação expandem a experiência proposta pelas canções. Diferentes versões da própria Maria Maud aparecem ao longo da narrativa estética do trabalho, traduzindo visualmente as múltiplas camadas emocionais presentes no disco.
O single “Não Vou Mentir”, já disponível nas plataformas digitais, sintetiza o espírito do projeto. A faixa aborda a coragem necessária para assumir os próprios sentime
ntos em uma época marcada por relações cada vez mais atravessadas pelo medo da vulnerabilidade e pelos jogos emocionais. Mais do que uma canção sobre o amor, a música se apresenta como um manifesto em defesa da honestidade afetiva.
O lançamento do álbum também representa um ponto de inflexão na trajetória da cantora. Depois de conquistar reconhecimento interpretando canções que dialogam com diferentes públicos e consolidar sua linguagem como compositora, Maria Maud apresenta o trabalho mais consistente e ambicioso de sua carreira.
“Com esse álbum, sinto que é a primeira vez em que consigo me mostrar inteira. Existe uma Maria em cada música, mas eu sou todas elas. Espero que quem escute também encontre um pedaço de si nessas confusões”, afirma.
Em um cenário musical cada vez mais acelerado e orientado pelo consumo imediato, Maria Maud aposta no caminho oposto. Com “Minha Confusão”, ela convida o público a desacelerar e a enxergar a beleza das contradições, reconhecendo que, muitas vezes, as respostas mais importantes não surgem da ordem, mas da capacidade de habitar o próprio caos. Em vez de buscar respostas definitivas, sua obra parece interessada em explorar as ambiguidades e as contradições da experiência humana.

Sobre Maria Maud
LCom formação musical iniciada na infância tocando violão, piano e canto, a cantora, compositora e atriz Maria Maud consolidou sua carreira no cenário nacional ao emplacar sucessos em trilhas sonoras de produções como as novelas Renascer e Travessia (TV Globo), a série Bom Dia, Verônica (Netflix) e atuar em Rensga Hits (Globoplay). Acumulando marcas expressivas nas plataformas digitais — como os mais de 13 milhões de streams na releitura de “Dengo” —, a artista expandiu sua versatilidade em parcerias com DJs e no lançamento de seu primeiro disco em 2023, preparando-se agora para a nova fase de sua trajetória com o lançamento do álbum autoral Minhas Confusões, marcado por sonoridades do indie, rock alternativo e MPB contemporânea.
Fotos: Divulgação.
