Vicka lança versão acústica de “Entre a Calma e a Loucura”, revisita o álbum em formato mais íntimo e sensível e revela detalhes em entrevista exclusiva ao Portal Sintoniza.

Vicka lança versão acústica de “Entre a Calma e a Loucura”, revisita o álbum em formato mais íntimo e sensível e revela detalhes em entrevista exclusiva ao Portal Sintoniza.

Vicka revisita parte do repertório de “Entre a Calma e a Loucura” no EP acústico que chegou às plataformas digitais na última sexta-feira (10).

Com cinco faixas relidas na versão acústica, o projeto aposta em uma sonoridade mais próxima e sensível, deixando em evidência aquilo que sempre esteve no centro do trabalho da artista: a força das composições.

A ideia de gravar o acústico veio de um movimento interno da artista. Em meio a um período de mudanças para Dublin, na Irlanda, Vicka sentiu que era o momento de olhar para essas músicas por outro lugar.

“Senti que as músicas pediam esse formato no momento em que quis me reconectar com a essência delas. A mudança para Dublin também teve um papel importante nesse processo, a atmosfera da cidade e a proximidade com a cultura irlandesa me inspiraram a experimentar novos timbres”, conta.

Essa influência aparece de forma clara nos arranjos. O mandolim, incorporado ao lado do violão, ajuda a construir uma nova identidade para as faixas, trazendo leveza e abrindo espaço para nuances que não estavam tão evidentes nas versões originais.

Confira o tracklist do álbum:

1 – No Vai e Vem – Versão Acústica
2 – Natureza Selvagem – Versão Acústica
3 – Lelé da Cuca – Versão Acústica
4 – Alerta Vermelho – Versão Acústica
5 – Show Particular – Versão Acústica

Ao serem revisitadas, as canções mudam de formato e também de atmosfera.

“Algumas ficaram mais lentas, outras mais dinâmicas, e o mandolim trouxe caminhos diferentes para os arranjos”, explica Vicka.

Um dos exemplos mais claros dessa transformação é “Show Particular”, que ganha novos contornos na versão acústica.

“Ela ganhou uma nova camada de sensualidade, com um andamento mais lento. A interpretação ficou mais íntima e a letra passou a ocupar ainda mais espaço.”

O contraste entre as duas versões do projeto é parte essencial da proposta. Se no álbum original há uma construção mais ampla, com presença de banda e diferentes texturas, no acústico tudo se aproxima.

“São experiências complementares. O álbum original carrega a força da banda e uma construção mais expansiva, enquanto o acústico é mais minimalista e íntimo. Nessa versão, os arranjos são mais sutis e as melodias ganham espaço para respirar”, compartilha a artista.

O EP de “Entre a Calma e a Loucura” propõe uma nova escuta mais atenta, mais silenciosa, mais emocional.

“Espero que as pessoas se conectem profundamente com a mensagem das músicas. Que possam ouvir com mais atenção, perceber detalhes que talvez tenham passado despercebidos antes e se surpreender com essa nova sonoridade”, finaliza.

O EP acústico de “Entre a Calma e a Loucura” já está disponível em todas as plataformas digitais.

Sobre Vicka

Vicka é uma cantora, compositora e instrumentista paranaense com mais de 15 anos de experiência na música. Começou a se apresentar aos 12 anos e estreou nas plataformas digitais em 2018.

Em 2019, assinou contrato com uma das maiores gravadoras do país, trabalhando com o renomado produtor Rick Bonadio, e foi homenageada pela maior rede de comunicação de seu estado natal. Em 2023, foi indicada ao Prêmio Multishow com a canção Romântica Demais.

Ao longo da carreira, Vicka colaborou com artistas nacionais e internacionais, como Oswaldo Montenegro, Nathan Carvalho, Ren Kai e MARABERTO, e acumula mais de 40 milhões de streams nas plataformas digitais, com mais de 50 faixas lançadas.

Seu trabalho se caracteriza por transmitir mensagens profundas, refletindo sobre o mundo ao seu redor, sempre com sensibilidade e autenticidade.

Neste ano, embarcou em uma temporada criativa na Europa, buscando inspiração especialmente na música folk irlandesa e novas colaborações que prometem ampliar ainda mais os horizontes da sua trajetória artística.

Atualmente independente, Vicka dá continuidade ao trabalho iniciado com o álbum “Entre a Calma e a Loucura”, lançado com 12 faixas que exploram amor, vulnerabilidade e autoconhecimento a partir de uma sonoridade que transita entre pop, MPB e folk.

Agora, a artista volta ao repertório com o lançamento de um EP acústico de “Entre a Calma e a Loucura”, que reúne cinco músicas em versões mais íntimas e sensíveis. Influenciado por sua temporada em Dublin, o projeto traz novos timbres, como o mandolim, e propõe uma escuta mais próxima, com foco na essência das composições e revelando novas camadas emocionais das canções.

A artista faz parte do casting da Release Music. Fundada por Diego Lemos, a empresa é referência em marketing musical estratégico e Music Business, oferecendo soluções integradas e um serviço 360º para artistas, que abrangem marketing estratégico, marketing digital, assessoria de imprensa e divulgação, entre outras frentes essenciais.

A agência se dedica a desenvolver, prospectar, promover e orientar carreiras, conectando talentos às melhores oportunidades do setor e garantindo uma estrutura ampla para o desenvolvimento completo de suas trajetórias na música.

ENTREVISTA EXCLUSIVA AO PORTAL SINTONIZA

  1. O que motivou a Vicka a revisitar o repertório de “Entre a Calma e a Loucura” em formato acústico?
    A vontade de me reconectar com a essência das canções e explorar novas possibilidades sonoras. A minha mudança para a Irlanda foi determinante nesse processo, aqui tive contato mais próximo com o mandolin, um instrumento muito presente na música local, e isso me inspirou a incorporá-lo nas releituras. Esse novo olhar trouxe frescor ao projeto, sem perder a identidade original.
  2. Quais os principais desafios ao interpretar músicas já lançadas?
    O maior desafio é encontrar um equilíbrio entre novidade e essência. Eu quis trazer elementos diferentes na sonoridade, surpreender quem já conhece as músicas, mas sem descaracterizá-las. Isso passa por decisões vocais — como a forma de interpretar e colocar a voz — e também por um cuidado harmônico, dividindo bem o espaço entre voz e instrumentos para criar uma nova experiência.
  3. Quais aprendizados a artista trouxe da temporada criativa na Europa?
    Essa experiência ainda está acontecendo, e tem sido muito transformadora. Cantar na rua, para uma audiência completamente nova, me desafiou a sair da zona de conforto, principalmente pela barreira do idioma, e a desenvolver novas formas de expressão. Além disso, tive um mergulho na cultura musical irlandesa e contato com artistas de diferentes partes do mundo, o que amplia muito o repertório criativo e traz novas inspirações.
  4. Quais os próximos projetos ou lançamentos previstos após o EP?
    Um dos próximos lançamentos é o documentário das gravações aqui em Dublin. Ele foi gravado no Racket Space, dentro do icônico Bernard Shaw, e acompanha de perto a criação dessas versões acústicas, mostrando momentos reais de estúdio, escolhas de arranjos e conversas espontâneas que fazem parte do processo artístico.

O projeto conta com produção musical de Diogo Viola e participação especial de Wagner Valin no mandolin, trazendo uma atmosfera mais crua, sensível e próxima das canções. Além dos bastidores, também teremos clipes intimistas de cada faixa, captados dentro do próprio estúdio por PH Pigozzi, criando uma experiência muito autêntica.

E ainda vem uma série de vídeos em que compartilho as histórias por trás de cada música do álbum Entre a Calma e a Loucura.

  1. Como esse lançamento se encaixa no atual momento da carreira da Vicka?
    Esse lançamento reflete muito o momento que estou vivendo: uma fase independente, de liberdade criativa e de muita conexão com a minha própria sonoridade. Sinto que esse álbum ainda tem muito a ser explorado, e o formato acústico abre novas camadas para isso. Além disso, o lançamento do livro físico, que aprofunda os temas das canções, revela ainda mais da minha relação com a escrita e com a arte de contar histórias.
  2. Que mensagem você gostaria que o público levasse após ouvir esse EP acústico?
    Cada música carrega uma mensagem diferente, e a minha maior vontade é que cada pessoa se conecte com aquilo que fizer sentido no seu momento. Tem canções que falam sobre coragem e liberdade, outras são mais contemplativas, evocam memórias e sentimentos, algumas são leves e outras tocam em temas mais sensíveis, como a ansiedade. É um trabalho cheio de nuances, e justamente por isso, cada escuta pode ser única.
  3. Se pudesse resumir o EP em uma palavra ou sentimento, qual seria?
    Liberdade. Não só pela nova sonoridade, mas também pelos temas que atravessam o projeto. É um momento em que me permito explorar diferentes estilos, emoções e formas de expressão, deixando a minha identidade artística cada vez mais livre e verdadeira.

Fotos: Vinícius Valentim.

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